Estou aqui

Me dei um prazo. Ficarei aqui, parada, me lamentando, até o final de janeiro. Faço isso porque algo dentro do peito diz que o que espero pode valer à pena. Mas esperar pelo que não se sabe por tempo indeterminado é exigir demais de mim. 2012 começou há mais de 3 semanas e não sinto isso. A sensação é de que todo mundo virou o ano, menos eu. É como se eu tivesse ficado perdida em algum lugar por 2011, entre os dias 25 e 31 de dezembro. Há, também, questões que ficaram presas junto comigo, esperando para serem resolvidas. Está faltando alguém voltar aqui no tempo pra responder perguntas e me levar de volta para o futuro, ou para o presente. Temo que nada do que espero chegará a tempo. Ok, sei que não chegará. Mas preciso desse… luto? Bem, só sei que dia primeiro de fevereiro, darei o primeiro passo, ainda que não seja o passo certo. Sairei correndo, voando, ou me arrastando de 2011, mas chegarei aí, onde todo mundo já está. E pronta, prontíssima para o carnaval.

PS: até lá, perturbarei vocês com meus posts melancólicos.

Quantos dias?

Seriam 15 dias, então, comecei a contá-los. No meio do caminho, me perdi. Sei que já se foram todos  e, com eles, mais alguns dias também se passaram…

Nada aconteceu.

Hoje, nem lembro ao certo o que esperava ao final do 15º. Talvez, já nem importe mais.

(Mesmo assim, vou sentar meu traseiro aqui e esperar, ainda que  não saiba o quê  – ou  quem.)

Pedaços

Ah, como eu queria te ter inteiro

Teus sentimentos, teus desejos, teus pensamentos

É tão fácil ter pra mim o teu corpo

E tão difícil conseguir teu coração…

Onde Anda Você?

E por falar em saudade, onde anda você?
Onde andam seus olhos que a gente não vê?
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer?

E por falar em beleza, onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então?
Onde a gente ficava, onde a gente se amava
Em total solidão

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares, que apesar dos pesares,
Me trazem você

E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?

(Vinicius de Moraes/Toquinho/Hermano Silva)

Cena idiota

Chegou hora

Percebi

Entendo que o telefone não tocará

Ainda assim,  ganhei o mau hábito de carregá-lo pra lá e pra cá

E a dolorida mania de conferir a maldita tela a cada “n” minutos

 Tela que insiste em confirmar aquilo que digo que já entendi.

 

“Uma pessoa olhando para um celular que não toca – não há cena mais idiota. Os celulares foram justamente inventados para que ninguém precise mais ficar aguardando uma ligação ao lado do telefone.”
(Fernanda Young)

Faltando um beijo…

 
Como mostrar que te quero pra mim?
Como dizer tudo que eu preparei?
Como fingir se eu já me entreguei a você?
Quando me debrucei nos teus braços e descansei…
 
Como lembrar de você e não sorrir?
Como falar de você e não cantar?
Como saber se é certo sonhar com você?
Se eu devo seguir os seus passos e acreditar
No amor que escolheu a nossa casa pra morar
 
Ta faltando um beijo no final
Pra mostrar o quanto é natural
Gostar de alguém como você
Que insiste em dizer
Que só me quer bem
 
O que meu coração sente, mas não sabe falar…
 

Crise de alta autoestima

Pensamentos ao passar por um espelho desconhecido…

 

Nossa!

Quanta celulite!

Hum… Deve ser a luz!

Não… não tenho tudo isso não…

É. É a luz.

  

 

Crise de alta autoestima: eu tenho.